XV CONGRESSO IBERCOM
IBERCOM 2017

16-18 de Novembro

Faculdade de Ciências Humanas | Universidade Católica Portuguesa
Lisboa

TEMA CENTRAL Comunicação, Diversidade e Tolerância

 

PROGRAMAÇÃO ATUALIZADA:

  • Quinta-feira, dia 16 de novembro

CONFERÊNCIA INAUGURAL –  das 10h30h às 12h 
Profa. Dra. Isabel Ferin Cunha (Universidade de Coimbra, Portugal)
Licenciada em História pela Faculdade de Letras de Lisboa, Mestre e Doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, Brasil e Pós-Doutorada em França (CNRS, 1991). Foi professora da Universidade de São Paulo de 1983 a 1991 e da Universidade Católica de Lisboa, 1992-2002. É Professora Associada, com Agregação, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É Investigadora Principal do Centro de Investigação Media e Jornalismo.

Título: “Populismo mediático e (in)Tolerância na Diversidade Global” 
            Nas últimas décadas, os meios de comunicação, nomeadamente as televisões, em sinergia com as redes sociais, criaram um clima mediático centrado em modalidades marcadas pelo espetáculo, pela emoção e perceção individuais e em algumas matrizes da apresentação do eu. A este fenómeno estão associados indicadores positivos, como a existência de uma “esfera pública global”, e negativos, como o crescimento dos medos, da intolerância e do autoritarismo – na maior parte, de índole populista – em aspetos tão diversos como as questões de religião, identidades ou opção política. Os meios de comunicação “dão a ver” estes fenómenos, “constroem e interpretam” estes acontecimentos, mediatizam, a partir das suas redes de infraestruturas universais, todos os aspetos sociais, políticos e económicos do nosso quotidiano. Em simultâneo, e de forma exponencial, controlam, a partir de algoritmos e filtros, ao que se acede e se experiencia, reforçando visões de mundo e cerceando a pluralidade/diversidade de perspetivas. Deste modo, qualquer cidadão, em qualquer parte do mundo, que tenha acesso aos meios e às redes digitais, vive, de forma personalizada, a dualidade territorial/virtual do aqui/agora da “aldeia global”. Visualizamos e partilhamos globalmente as mesmas histórias, mas as realidades individuais, locais, nacionais, regionais e continentais são bem diferentes, como demonstram os dados de instituições internacionais sobre deslocados de catástrofes, tais como os 63,5 milhões registados pelo ACNUR (2015), ou os indicadores sobre pobreza e exclusão na Europa, nos EUA, na América Latina ou na Ásia. A crescente globalização corresponde a uma semelhante partilha de vivências virtuais que, pela aparência organizada, imagética, ideológica e simbolicamente orientada, cumpre função de substituir, bloquear ou instigar, ações especificamente focadas de indivíduos ou grupos, como seja apoiar petições online ou seguir proativamente grupos extremistas. Imagina-se a globalização, imaginam-se comunidades, mas o dia-a-dia tende a fechar-se nos “medos” societais ancestrais, alimentados pelo populismo mediático, na contramão dos valores libertários que povoaram as últimas décadas do século XX. Nesta conferência, a proposta é refletir, de forma integrada, sobre os rumos da globalização e o papel central dos meios de comunicação neste processo, bem como sobre os desafios que colocam as mudanças tecnológicas digitais, nomeadamente, à democracia, aos estilos de vida e ao trabalho. Num período temporal em que a perceção negativa sobre o futuro se tornou dominante, o objetivo é enfrentar/interrogar os desafios/mudanças que estão em curso no presente, para além do(s) poder(es) instalados e do politicamente correto. Neste sentido, a partir de uma perspectiva ocidental e multicultural, recuperam-se conceitos, aprovados pela UNESCO nas décadas de 50/60, tais como Tolerância e Diversidade, centrados na pessoa humana e na comunicação intercultural, sem ignorar os sentidos emergentes dos limites/fronteiras destes conceitos numa sociedade global e digital.

LANÇAMENTO DE LIVROS – das 12h às 12h30

REUNIÃO DAS DTIs – das 14h às 18h

 

COQUETEL DE BOAS VINDAS – 19h

 

  • Sexta-feira, dia 17 de novembro

PAINEL TEMÁTICO 1: Media e Populismos – das 09h às 12h

Prof. Dr. Muniz Sodré de Araújo Cabral (Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil)
Doutor em Letras (Ciência da Literatura) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1978) e Professor Livre-Docente em Comunicação pela UFRJ. Atualmente é Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi Presidente da Fundação Biblioteca Nacional de 2005 a 2011, órgão vinculado ao Ministério da Cultura. Possui cerca de 30 livros publicados

Título: “Povo, público, audiências”
            Povo não é população. Concebido como demos (e não como ethnos) é o princípio político que transforma a população (gente amontoada ou agregada) em sujeito de uma soberania, de um determinado poder frente ao Estado.  O conjunto sistemático das significações daí deduzidas constitui a ideologia do povo. Trata-se aqui de refletir sobre o que acontece quando a ideologia política dá lugar na mídia a “populismos”, como uma retórica de aproximação de audiências segmentares. Aparecem noções como pulverização do povo nacional e estética do grotesco. Ademais, derivações protofascistas.

Prof. Dr. Enrique Bustamante (Universidad Complutense, Espanha)
            Catedrático de Comunicación Audiovisual en la Universidad Complutense de Madrid y Presidente de la Asociación Española de Investigación en Comunicación. Director y coordinador de la revista Telos (1985-2017), es autor de numerosas obras y artículos sobre la economía y la sociología de la cultura y de la televisión. 

Título: “El Servicio Público en Europa - La participación social como antídoto contra todos los populismos”
El populismo no es patrimonio exclusivo de algunos movimientos políticos de corte derechista y xenófobo, sino que se extiende también a muchos gobiernos europeos, cuya manipulación del servicio público y del control de los medios privados aumenta la degradación del espacio público democrático. La regeneración y potenciación de la Radiotelevisión pública y de su transformación multimedia, especialmente en base a la participación de la sociedad civil en su gestión y contenidos, se revela como una vía fundamental para reencontrar una democracia de calidad vacunada contra las tergiversaciones de la opinión pública.

Prof. Dr. Gustavo Cardoso (ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa)
Professor Catedrático do ISCTE- Instituto Universitário de Lisboa, Diretor do Obercom- Observatório da Comunicação e editor da revista científica OBS. A sua investigação centra-se, entre outras temáticas, na cultura e sociedade digitais.

Título: "A Era da Informação e o Outro"
Numa sociedade cujo paradigma central organizativo é a rede e onde a proliferação de tecnologias de rede mudou e moldou o nosso quotidiano, a pergunta para a qual não temos ainda resposta é a de saber se a maior proximidade e visibilidade promovida pelas redes sociais altera ou não efectivamente a nossa relação com o "Outro", isto é, aquele que se posiciona como diferente de nós - qualquer que seja este "nós". Mais comunicação, mais visibilidade, menos privacidade tornam as nossas sociedades mais homogéneas ou mais diversas, mais pluralistas ou mais radicalizadas, mais cosmopolitas ou nacionalistas?

LANÇAMENTO DE LIVROS – das 12h às 12h30

REUNIÃO DAS DTIs – das 14h às 18h

REUNIÃO DOS COORDENADORES DE DTIs – das 19h às 20:30h

 

  • Sábado, dia 18 de novembro

PAINEL TEMÁTICO 2: Cultura, Cidadania e Participação - das 9h às 12h

Prof. Dr. João Freire Filho (Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil)
Doutor em Literatura Brasileira pela PUC-Rio. Professor associado do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ. Ministrou cursos como professor convidado nos programas de pós-graduação da UFMG, UFBA, PUC-RS e UFRN. Bolsista de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e membro titular do Comitê de Assessoramento dessa mesma instituição.

Título: “O cultivo do asco: mídia, retórica política e sensibilidade moral”
Numa conjuntura de “guerras culturais” e de polarização política, manifestações públicas de aversão se ritualizaram no Brasil, reverberando por circuitos midiáticos amplificados. Em diversas comunidades no ciberespaço, “brasileiros decentes”, declaradamente unidos pelo nojo, vociferam contra corruptos, “parasitas sociais” e enganosos defensores dos direitos humanos. Os “cidadãos de bem” celebram, com alegria maliciosa, as aflições alheias registradas por câmeras de celulares ou de TV, recusando, ostensivamente, a solidariedade diante dos tormentos de “vagabundos” e de “minorias vitimistas”. A comunhão do asco ajuda a desfazer a mítica imagem da cordialidade brasileira — decantada, desde os anos 1930, como sinônimo de simpatia, benevolência, hospitalidade, índole pacífica e conciliadora.
Nesta palestra, discutirei o relevante papel da mídia no fortalecimento de uma “cultura pública da aversão” no Brasil. Interessa-me, mais especificamente, salientar como jornalistas alinhados com a “nova direita” empregam, de maneira sistemática, a retórica e a iconografia do asco com o intuito de estigmatizar e de repelir determinados movimentos sociais, lideranças e correntes políticas (“esquerdopatas”, “petralhas”, “gayzistas”, “feminazis” etc.), deslegitimando as reivindicações de minorias por direitos civis, inclusão social e reconhecimento cultural. Para desenvolver minha análise, apoio-me no trabalho de filósofos e de teóricos sociais que abordam o nojo como uma emoção hierárquica e política.

Profa. Dra. Aimée Vega Montiel (Universidad Nacional Autónoma, México)
Feminista mexicana, especialista en Género y Comunicación. Investigadora de tiempo completo en el Centro de Investigaciones Interdisciplinarias en Ciencias y Humanidades (CEIICH) de la UNAM. Profesora del posgrado y la licenciatura en Comunicación de la Facultad de Ciencias Políticas y Sociales de la UNAM. Integrante del Sistema Nacional de Investigadores, nivel 2. Acreedora al Reconocimiento UNAM para Jóvenes Investigadores y de la Medalla Alfonso Caso de la UNAM. Vice-Presidenta de la IAMCR. Coordinadora General de la Global Alliance on Media and Gender (GAMAG), lanzada por la UNESCO y por más de 500 organizaciones internacionales. Coordinadora de la UNESCO University Network (Unitwin) on Gender, Media and ICTs. Coordinadora del Grupo de Investigación en Género y Comunicación de la AMIC. Presidenta de la Alianza por el Derecho Humano de las Mujeres a Comunicar. Presidenta del Consejo del Instituto de las Mujeres de la Ciudad de México.

Título: “Igualdad de Género, Ciudadanía y Comunicación”
El objetivo de esta ponencia, es analizar la desigualdad de género prevaleciente en el ámbito de la comunicación política, llevado al contexto de recientes elecciones y elaborar algunas propuestas dirigidas a promover la ciudadanía plena de las mujeres.

Prof. Dr. Raúl Fuentes Navarro (Universidad Jesuita de Guadalajara, México)
Doctor en ciencias sociales, profesor-investigador Emérito del Departamento de Estudios Socioculturales del ITESO (Universidad Jesuita de Guadalajara) y Titular del Departamento de Estudios de la Comunicación Social de la Universidad de Guadalajara. Miembro del Sistema Nacional de Investigadores y de la Academia Mexicana de Ciencias.

Título: “Repensar la comunicación como práctica sociocultural”
El argumento central que se expondrá en este panel es que para reconocer y potenciar el aporte de la comunicación en la reconfiguración de múltiples dimensiones del espacio público contemporáneo es conveniente insistir en el desarrollo de modelos conceptuales que la integren como práctica sociocultural constitutiva, no determinada únicamente por sus soportes técnicos. 

 

ATO DE ENCERRAMENTO DO CONGRESSO – das 12h às 12h30

REUNIÃO DAS DTIs – das 14h às 18h

 

 

CONVIDADOS

Isabel Ferin Cunha
Professora Associada com Agregação
Faculdade de Letras
Universidade de Coimbra

Muniz Sodré
Professor Emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Membro do Conselho Deliberativo (CD) do CNPq.

Enrique Bustamante
Catedrático de Comunicación Audiovisual. Universidad Complutense de Madrid.
Presidente de la Asociación Española de Investigación en Comunicación (AE-IC).

Prof. Dr. Gustavo Cardoso
Professor Catedrático do ISCTE- Instituto Universitário de Lisboa

Dr. Raúl Fuentes Navarro
Profesor Emérito del ITESO
Departamento de Estudios Socioculturales
Programa Formal de Investigación
Univesidad Jesuíta de Guadalajara - México

João Freire Filho
Professor associado do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ.
Membro do Comitê de Assessoramento (CA) do CNPq.

Aimée Vega Montiel
Profesora de la Facultad de Ciencias Políticas y Sociales y Investigadora en el Centro de Investigaciones Interdisciplinarias en Ciencias y Humanidades (CEIICH) de la UNAM.
Vice-Presidenta de la IAMCR. Coordinadora General de la Global Alliance on Media and Gender (GAMAG), UNESCO.

 

 

 

 

 

           Quadro Síntese Atualizado da Programação do XV Congresso IBERCOM

 

Quinta-feira
16.11.17

Sexta-feira
17.11.17

Sábado
18.11.17

Manhã

Welcome coffee
e Registro
(9h30-10h30)

Conferência Inaugural
(10h30-12h00)

Lançamento de livros
(12h00-12h30)

Painel Temático 1
(9h00-11h00)

Coffee break
(11h00-11h30)
Debates
(11h30- 12h00)

Lançamento de livros
(12h00-12h30)

Painel Temático 2
(9h00-11h00)

Coffee break
(11h00-11h30)
Debates
(11h30- 12h00)

Ato de Encerramento
do Congresso
(12h00-12h30)

12h30-14h00

Almoço

 

Almoço

Almoço

Tarde
14h00-16h00

Reunião das
DTIs

Reunião das
DTIs

Reunião das
DTIs

16h00-16h30

Coffee Break

Coffee Break

Coffee Break

16h30-18h30

Reunião das
DTIs

Reunião das
DTIs

Reunião das
DTIs

19h00

Coquetel de Boas Vindas

Reunião Coordenadores de DTIs